sábado, 3 de abril de 2010

Breve Histórico da Industrialização Brasileira

1. Concentração Industrial

Indústrias de base, bens de produção ou intermediárias Produzem matérias-primas secundárias como, por exemplo, alumínio, aço (siderurgia), cimento e derivados de petróleo (petroquímica).

Indústrias de bens de capital Produzem máquinas, peças e equipamentos industriais.
Indústrias de bens de consumo:
- Duráveis: automóveis, eletrodomésticos, móveis etc.;
- Semiduráveis: calçados, roupas, lápis etc.
- Não-duráveis: alimentos, bebidas, remédios etc.
Distribuição regional da receita líquida de vendas das indústrias: Norte: 3%; Nordeste: 8%; Sudeste: 69%; Sul: 18%; Centro-Oeste: 2%

O parque industrial brasileiro está amplamente concentrado nos estados do Centro-Sul e nas maiores regiões metropolitanas. Porém, nas últimas décadas, vem passando por um processo de dispersão espacial, que acontece à medida que vai-se dispersando a infra-estrutura de transportes, energia e comunicações e o poder público oferece benefícios fiscais para atrair investimentos. No interior das regiões e dos estados está ocorrendo o mesmo processo.

2. Histórico

A economia brasileira só começou a se estruturar em escala nacional a partir da segunda metade da década de 1930. Até então, a organização espacial das atividades econômicas era dispersa, as economias regionais – chamadas de “arquipélagos econômicos regionais” - se estruturavam de forma quase totalmente autônoma.
Com a crise do café e o início da industrialização, comandada pelo Sudeste, esse quadro mudou. Getúlio Vargas passou a promover a integração dos “arquipélagos regionais” através da instalação de um sistema de transportes ligando os estados, o que aumentou o fluxo de mercadorias e pessoas entre os mesmos.
A partir de então, até a década de 1980, a concentração espacial da indústria na região Sudeste se explica por três fatores básicos:
- Complementaridade industrial — as indústrias de autopeças tendem a se localizar próximo às automobilísticas; às petroquímicas, próximo às refinarias etc.;
- Concentração de investimentos públicos nos setores de energia e transportes — por fim, é mais barato para o governo concentrar investimentos em determinada região do que espalhá-los pelo território nacional.
Essa tendência à concentração perdurou até o final da década de 70, quando começaram a surtir efeitos os investimentos do II PND e serem inauguradas as primeiras grandes usinas hidrelétricas na região Nordeste.

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