sábado, 3 de abril de 2010

Crescimento e Formação da População Brasileira

Conforme o Censo 2000 realizado pelo instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população residente no Brasil é de 169 799 170 habitantes. Esse número representa a quinta maior população do mundo, superada pelas populações da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
Do primeiro recenseamento oficial do Brasil, realizado em 1872, até o Censo 2000, verificou-se o aumento constante da população brasileira, que chegou a crescer dez vezes no século XX (l 901-2000).

Natalidade e mortalidade

A variação nas taxas de natalidade e de mortalidade, apresentou oscilações
durante todo o século XX, com acentuada queda a partir de meados da década de 1980. Essa situação foi resultado de uma redução gradual nas taxas de fecundidade, ou seja, da redução do número de filhos por mulher. Esse fato foi responsável pela queda das taxas de natalidade e consequente desaceleração do crescimento demográfico.

Formação étnica brasileira

A população brasileira é constituída por diferentes etnias. Os indígenas (primeiros habitantes), os negros (trazidos como escravos) e os brancos (europeus,
principalmente) formam os três grupos básicos da população brasileira. A intensa miscigenação ou mestiçagem entre esses grupos originou os mulatos
(brancos com negros); cafuzos (indígenas com negros) e caboclos ou mamelucos (indígenas com brancos).
Podemos notar que as regiões geográficas brasileiras apresentam diferenças na distribuição da população, segundo a cor ou a raça. Historicamente, os diferentes processos de povoamento e ocupação das regiões brasileiras explicam a desigual distribuição das etnias. Encontramos maior concentração de pardos na região Norte em razão da mestiçagem entre os primeiros habitantes (indígenas), o colonizador europeu branco (português) e a mão-de-obra nordestina. Os negros concentram-se no Sudeste e no Nordeste, respectivamente, pelo fato de a escravidão ter sido mais intensa nessas regiões. A maior concentração de brancos na região Sul é explicada, entre outros fatores, pela
necessidade que Portugal tinha de ocupar todo o território brasileiro para garantir sua posse efetiva e pela não utilização da mão-de-obra escrava nas atividades econômicas da região. A imigração de europeus para o Sul, principalmente a partir do século XIX, também contribuiu para o branqueamento da população.

O índio

Os 2 milhões de índios (aproximadamente) que habitavam o atual território brasileiro no início do século XVI estão reduzidos hoje a apenas 250.000, ou seja, menos de 0,2% da população total do país.
Saber quantos índios vivem atualmente no Brasil é uma questão difícil e controvertida, que decorre de vários problemas, tais como:
• a não referência da população indígena nos recenseamentos oficiais;
• a dificuldade de acesso aos locais onde vivem;
• a situação de marginalização étnico-social;
• a própria definição do que seja um índio.
A luta em defesa das comunidades indígenas e da preservação da floresta amazônica teve grande repercussão e atraiu a atenção mundial para os problemas da região.
A política indigenista do Brasil está a cargo da Funai (Fundação Nacional do Índio), órgão estatal subordinado ao ministério do interior e responsável pela aplicação da legislação contida no estatuto do Índio.
De acordo com este Estatuto, ou seja, para o governo, o índio não é um cidadão livre, mas sim, um indivíduo tutelado pelo Estado. Sua educação, saúde, proteção etc. são de competência do Estado. A situação jurídica dos índios é semelhante à dos filhos menores de idade em relação aos pais, na sociedade nacional não-indígena.

O branco

Dentre os indivíduos de cor branca, predominam os de origem européia, destacando-se os seguintes grupos:
• Atlanto-mediterrâneos: é o grupo mais numeroso e representa cerca de 75% do total de imigrantes que entravam no Brasil. É formado, principalmente, por portugueses, italianos e espanhóis.
• Germanos ou teutões: grupo representado por alemães (os mais numerosos), austríacos holandeses, suíços e outros.
• Eslavos: grupo representado por poloneses (os mais numerosos), ucranianos, russos e outros.
Além dos europeus, o Brasil recebeu indivíduos brancos de outras partes do mundo: Ásia (turcos, árabes, judeus, libaneses, sírios etc.), América do Norte, América do Sul etc.
As regiões brasileiras que apresentam os maiores percentuais de indivíduos de cor branca são as regiões Sul (cerca de 80%) e Sudeste (cerca de 65%).

O negro

A vinda forçada dos negros para o Brasil é explicada pelos lucros decorrentes do seu tráfico e pela necessidade de se explorar a sua força de trabalho na nascente economia canavieira.
Por vários séculos, desde o ciclo da cana-de-açúcar (séculos XVI e XVII) até o ciclo do café (séculos XIX e XX), o negro foi o braço sustentador da economia brasileira, estando presente em todas as atividades econômicas fundamentais do país:
Se a proporção de negros na população total do país diminuiu de forma assustadora, a discriminação contra os negros em nada se modificou.

A discriminação não é apenas uma questão de cor. É, também, uma questão de qualidade de vida.
O negro quando nasce tem 30% a mais de chances que o branco de morrer antes de completar 5 anos de idade. Quando cresce, tem o dobro de chances (de um branco) de sair da escola sem aprender a ler nem escrever.
Decorridos mais de cem anos desde a Abolição, e quase quinhentos anos desde a chegada do negro, o que se verifica de fato, hoje, no Brasil é a existência de duas cidadanias: a branca e a negra.
Essa é a dura realidade que nem mesma a tão propalada ideologia da "democracia racial" conseguiu esconder. Essa ideologia admite existir convivência harmoniosa entre brancos e não-brancos no Brasil.

Vida melhor para os brancos

Ao analisarmos os indicadores econômicos brasileiros, fica visível que os longos processos de intensa exploração dos negros resultaram na desigual
distribuição de renda, oportunidade e escolaridade entre nossas etnias.

13 comentários:

  1. moedas no runescape?

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  2. bom eu queria saber mais sobre o que é formão da população brasileira mais isso que li nessa pagina tem bastante coisas interessantes e é bom para aprender mehor

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  3. e bom para quem nao sabe

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    1. eu mesma não sei..se vc sabe..aaah o problema é seu..esse site é pra se aprenser ¬¬

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  4. MUITO BOM MESMO PARABENS

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  5. oi esse texto qe vc posto é showwww.....me ajudou muito na minha tarefaaaa

    obrigada

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  6. Adorei essa fonte de pesquisa, me ajudou bastante nas aulas de geografia, parabéns.

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  7. gostei desse texto,me ajudou muito no meu trabalho de historia, e show esse texto

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  8. LEGALLLLLLLLLLLLLL SHOWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW

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  9. Amei!!! tava precisando desse texto, minha prof. passou esse texto mas eu não copiei ele todo, hihihihi' valeu mesmo, salvou minha média final! =)

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  10. gostaria de saber os aspectos como: historicos, culturais ,politicos etnicos ,economicos ,sociais

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  11. ERRATA!! Sou da região sul e gostaria de relatar que aqui também se utilizou e muito a mão-de-obra escrava!! No processo de ocupação das terras sulinas tambem se implantou o processo de sesmarias em toda metade sul do rio grande do sul, onde se constituiram grandes latifundios pecuaristas que utilizavam a mão de obra escrava negra e indígena, até o final do século XIX. Além do mais, relatos dão conte de que a condição do negro no Rio Grande do Sul era muito pior do que dos negros na região sudeste e nordeste do país, devido ao trabalho insalubre e dos maus tratos cometidos pela aristocracia local. Até os dias de hoje o Rio Grande do Sul possui uma expressiva quantidade de negros, resquícios da escravidão brasileira.. Isso é importante ressalvar, pois cria-se uma visão erronea do sul do país, devido aos fluxos migratorios do final do século XIX, de que aqui só tem descendentes de italianos e alemães. Em certas regiões dos estados do sul, principalmente a metade sul do RS há uma grande quantidade de negros!!

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