sábado, 3 de abril de 2010

Hidrografia Brasileira

O Brasil é o país mais rico do mundo em água doce. Além de ser abundante, a hidrografia brasileira conta com a vantagem de ter a água como fonte de energia renovável. Os rios são volumosos e, em sua grande maioria, perenes, isto é, nunca secam. No Sertão nordestino, são temporários por causa do regime irregular das chuvas que caem na região. Os rios no Brasil têm regime pluvial tropical, isto é, as cheias ocorrem no verão e as vazantes no inverno.
A maioria dos nossos rios têm desembocadura ou foz em forma de estuário. A principal exceção é o delta do Parnaíba, situado entre o Maranhão e o Piauí. O principal rio brasileiro, o Amazonas, possui foz mista (em delta e estuário).
A drenagem dos rios no Brasil é exorréica, ou seja, os rios voltam-se para o mar e são todos tributários do Atlântico, de maneira direta (São Francisco e Amazonas) ou indireta (Tietê e Paraná). Predominam os rios de planalto, que apresentam desníveis e quedas d'água proporcionando elevado potencial hidrelétrico.
Os rios Amazonas e Paraguai percorrem extensas regiões de terras baixas (Amazonas) e planícies (Paraguai). Permitem a navegação fluvial integrando diferentes bacias hidrográficas brasileiras. Os rios nascem nas partes mais altas do relevo, que funcionam como divisores de água de suas bacias.
Os rios brasileiros são originários de três divisores de águas: a cordilheira dos Andes (onde nascem os formadores do rio Amazonas), o planalto das Guianas (onde nascem os afluentes da margem esquerda do Amazonas) e as diversas subdivisões do Planalto Brasileiro (onde se originam os rios das bacias Platina, do Tocantins-Araguaia e do São Francisco.
No Brasil existem poucos lagos, a maioria formada por sedimentação marinha. A laguna dos Patos, no Rio Grande do Sul, é o maior deles.

Bacias hidrográficas

Há sete bacias hidrográficas no Brasil. Quatro delas destacam-se por sua extensão e pela importância de seus rios principais; a Amazônica, a Platina, a do São Francisco e a do Tocantins-Araguaia. As demais - bacias do Nordeste, do Leste e do Sudeste e Sul - são formadas por rios menores, agrupados por sua localização. São as chamadas bacias secundárias.
Como a grande maioria da nossa rede hidrográfica é constituída de extensos rios de planalto, 90% da energia elétrica do Brasil é de origem hidrelétrica. Entretanto, além de não ser totalmente aproveitado, esse grande potencial hidrelétrico não está distribuído de maneira uniforme entre as bacias hidrográficas existentes em nosso país.

Bacia Amazônica

Com 3 904 393 km2, é a nossa maior bacia hidrográfica. Drena terras de mais de 45% do território brasileiro, Seu principal rio, o Amazonas, nasce na cordilheira dos Andes, no Peru, Recebe denominações diferentes até atingir o oceano Atlântico. Em território peruano é chamado de Vilcanota e Ucayali Maranon. Ao entrar em território brasileiro, recebe o nome de Solimões e, apenas depois de receber as águas do rio Negro, não muito distante da cidade de Manaus, passa a chamar-se Amazonas. As últimas verificações de seu comprimento (7 075 km) colocando em primeiro lugar, entre os maiores do mundo, ultrapassando o rio Nilo, no Egito, que tem 6 671 km.
O Amazonas atravessa uma grande área de planícies e depressões, porém seus afluentes correm cm áreas planálticas, dotando essa bacia de grande potencial hidrelétrico disponível, na verdade o maior do Brasil. Entretanto, por estar localizado em uma região pouco habitada e com poucas indústrias, é pouco aproveitado para a geração de energia elétrica. Os rios dessa bacia são, em quase toda a sua extensão, a única via de transporte das populações ribeirinhas, tornando-se seu único contato com as cidades maiores da região. E por eles que as pessoas recebem alimento e assistência médica, em barcos que funcionam como "lojas" ou "pronto-socorro".

Bacia Platina

Os três principais rios dessa bacia - Paraná, Paraguai e Uruguai nascem em território brasileiro e drenam terras do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Depois de receber o rio Paraguai em território argentino, o Paraná junta-se ao Uruguai no
estuário do Prata, A bacia Platina, portanto, é constituída de três bacias secundárias.

Bacia do Paraná.

E a segunda maior bacia e a de maior aproveitamento hidrelétrico do país. Isso porque, além de atravessar uma área de planalto, banha as mais importantes regiões industriais do Brasil: o Sudeste e o Sul. Seu rio principal, o Paraná, é formado pela junção dos rios Grande e Paranaíba. Nele estão localizadas várias hidrelétricas, das quais a maior é a usina de Itaipu, que só será superada pela usina de Três Gargantas, em construção no rio Yang-tse-kiang (rio Azul), na China. Entretanto, a maioria das hidrelétricas está localizada em seus tributários de cursos planálticos: Tietê, Paranapanema, Grande, Iguaçu e Paranaíba.Apesar de ser uma bacia de planalto, a bacia do Paraná possui uma hidrovia - a Tietê-Paraná - que terá um importante papel para a economia regional, quando estiver totalmente integrada.

Bacia do Paraguai.

E a nossa maior bacia genuinamente de planície. Seu rio principal, o Paraguai, nasce no Brasil e atravessa terras paraguaias e argentinas. Suas cheias são responsáveis pela paisagem do Pantanal Mato-Grossense. Favorável à navegação, faz a ligação do Paraguai com o oceano Atlântico.
No Brasil, a tentativa de construir uma hidrovia em seu curso tem encontrado muita resistência de ambientalistas, pelo fato de atravessar o Pantanal, "Patrimônio da Humanidade". A Hidrovia Paraguai-Paraná deveria unir cinco países - Brasil, Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai -, estendendo-se de Cáceres, no Mato Grosso, até o estuário do Prata, num total de 3 442 km. Em seu trecho concluído, liga Corumbá, no Mato Grosso do Sul, ao porto de Nueva Palmira, no Uruguai. A soja é o principal produto transportado por essa hidrovia. Em dezembro de 2000, a ligação Corumbá-Cáceres teve sua construção embargada pela Justiça Federal, Corumbá, no Mato Grosso do Sul, é o principal porto do rio Paraguai, no Brasil.

Bacia do Uruguai.

O rio Uruguai é o menor dos formadores da bacia Platina. Originado pela junção dos rios Canoas e Pelotas, nasce no Brasil e drena terras brasileiras, uruguaias e argentinas. Após l 400 km de percurso, desemboca no estuário do Prata. Seu curso superior é predominantemente planáltico, com grande potencial hidrelétrico, que, no entanto, é pouco aproveitado.

Bacia do Tocantins-Araguaia

Localizada no coração do país, é a maior bacia inteiramente brasileira. Os dois rios formadores dessa bacia nascem no estado de Goiás, Depois de receber o Araguaia (nas proximidades da cidade de Marabá, no Pará), o Tocantins segue rumo à sua foz, no Golfão Amazônico, no estado do Pará. Essa bacia possui grande potencial hidrelétrico. Em seu rio principal, o Tocantins, foi construída a hidrelétrica
de Tucuruí, que abastece grande parte da região Norte e o Projeto Carajás. (Veja o capítulo 73,) A maior ilha fluvial do mundo - a ilha do Bananal - encontra-se no curso médio do rio Araguaia.

Bacia do São Francisco

O rio São Francisco nasce na serra da Canastra, cm Minas Gerais. Depois de atravessar terras de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, desemboca no oceano Atlântico, na divisa desses dois últimos estados. E navegável no trecho entre os estados de Minas Gerais e Bahia. Atravessa áreas de clima semi-árido (o Polígono dos Secos), tornando-se fundamental para as populações que residem ao longo de seu percurso. A criação de gado sempre foi atividade tradicional em suas margens, desde a época colonial. Recentemente, projetos agropecuários em juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco) estão produzindo melão e uva através da prática da agricultura irrigada. Além de favorecer a agricultura, o rio São Francisco, tipicamente de planalto, tem alto potencial hidrelétrico, com usinas que abastecem cidades, tanto da região Sudeste como da região Nordeste. As principais são; Três Manas, Sobradínho e Paulo Afonso.

As bacias hidrográficas secundárias

Bacia ao Nordeste. Compreende rios de vários estados nordestinos. Podemos destacar os rios Mearim, Pindoré, Itapecuru (no Maranhão); o rio Parnaíba, que faz divisa entre Maranhão e Piauí; Jaguaribe (no Ceará) e Piranhas (no Rio Grande do
Norte). Lembre-se de que, em virtude do clima, grande parte dos rios do Nordeste são temporários, Bacia ao Leste. Rios do estado da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro compõem essa bacia.
Entre eles, podemos citar os rios Vaza-Barris, Paraguaçu e das Contas (na Bahia), o rio Doce (em Minas Gerais e Espírito Santo) e o Paraíba do Sul (em São Paulo e Rio de Janeiro).
Bacia do Sudeste e Sul. No estado de São Paulo, é formada pelo rio Ribeira do Iguape, Além desse, fazem parte dessa bacia os rios Itajaí (Santa Catarina), Taquari, Jacuí e Camaquã (Rio Grande do Sul).

6 comentários:

  1. devido a coplexidade que esta ocrrendo com o interfluvio do são francisco, deveria em seu resumo escrarecer algums pontos referente a transposição do velho chico. obrigado, jamerson.

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  2. Show de boola Perfeitoo ficoou meu trbalho, Obrigado pela ajuda

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  3. gostei ótimas informações

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  4. vc poderia mostrar o percurso que a soja faz para ser exportada, mas ficou bem, legal ;)

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  5. adorei o site respondi tudo o que eu precisava

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  6. Eu queria ver um pouco da economia hidrigrafica brasileira.

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