sábado, 3 de abril de 2010

A Industria do Brasil 2

1. Evolução Industrial no Brasil

O processo de industrialização Brasileira pode ser dividido cronologicamente em quatro fases importantes, observando-se as respectivas características em cada período.
1ª Fase (de 1500 a 1808)
Conhecida como a fase da proibição, até 1808 as atividades industriais no Brasil eram restritamente artesanais ou rudimentares, resultantes da proibição de Portugal quanto à implantação de atividades transformadoras.
Neste período, pequenas estruturas familiares, ou seja, pequenas indústrias domésticas foram sendo instaladas e apresentando um certo crescimento até a assinatura da Carta Régia (1785 ), que determinou a proibição da atividade industrial têxtil, além da desativação das já existentes, limitando e controlando as atividades industriais no país.
2ª Fase (1808 a 1930)
Após 1808, apesar da liberação da atividade industrial (até então impedida pela metrópole), o processo de industrialização não tomava impulso devido à falta de infra-estrutura interna e à concorrência dos produtos externos, que até 1844 eram beneficiadas com tarifas alfandegárias muito baixas (15%), concorrendo de forma desigual com nossos produtos, podendo ser importados em volume e qualidade a preços baixos.
Em 1844, as tarifas alfandegárias sofreram um aumento, cuja taxação mínima era de 30%, sendo elevadas progressivamente, contribuindo com nossa evolução industrial, resultantes principalmente da dificuldade de importações pela elevação constante dos preços dos produtos importados.
De 1844 a 1930, ocorreu o chamado surto industrial no país, decorrente de algumas medidas em nosso processo histórico:
b1) 1844 - Lei Alves Branco, amplia as taxas alfande gárias para, no mínimo, 30%;
b2) 1850 - Lei Eusébio de Queirós, proibição do tráfico de escravos;
b3) 1888 - Lei Áurea, abolindo a escravatura em todo o país.
Ocorre uma ampliação em nosso processo produtivo, impulsionado pela produção interna de matérias-primas, principalmente têxteis (algodão) e alimentícias. Com a introdução do café em São Paulo e a conseqüente chegada dos imigrantes, houve certa expansão do mercado interno consumidor, além da disponibilidade de capitais e melhores transportes. Começam a surgir alguns setores industriais de necessidade mais imediata e de menor custo como: alimentícios, tecidos, material de construção, etc.
No final do século XIX, o desenvolvimento industrial foi pequeno apesar das medidas protecionistas adotadas pelo governo para proteger a indústria nacional da concorrência externa. Somente a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a atividade industrial apresentou uma certa expansão, pois, já que não podia contar com as importações européias, procurava desenvolver aqui setores industriais, para suprir as necessidades do mercado interno, substituindo os produtos importados.

3ª Fase (1931 a 1955)
Com a crise da Bolsa de Nova Iorque (1929), a Revolução de 1930 e a 2ª Guerra Mundial (1939 a 1945), surge uma nova e importante fase no crescimento industrial do país, a chamada Revolução Industrial Brasileira.
A crise cafeeira provoca o êxodo rural no interior de São Paulo, além da chegada dos primeiros grupos de nordestinos a São Paulo e Rio de Janeiro, que começaram a formar uma base de trabalho industrial nacional. O processo histórico determinou a queda da oligarquia agroexportadora e a respectiva ascensão da burguesia urbana e industrial, principalmente pela transferência de capital agrário para as indústrias.
Esta fase marca, internamente, importante e decisiva posição governamental (Era Vargas) para a implantação de indústrias, sobretudo com investimentos na criação de pólos estatais na indústria de base, ampliando nossas atividades industriais, já que antes dominavam apenas as indústrias de bens de consumo não-duráveis.
Em 1942, com a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (Volta Redonda-RJ), inicia-se a produção de aço que abre novas perspectivas para a expansão industrial brasileira, complementada posteriormente pela criação da Companhia Vale do Rio Doce, iniciando a exploração de minérios para abastecer os parques siderúrgicos.
A década de 1950 ainda enfrenta problemas e obstáculos, com a falta de energia e deficiente rede de transportes e comunicações.
4ª Fase (a partir de 1956)
O Plano de Metas (1956 a 1960), implantado pelo governo Juscelino Kubitschek , inicia uma fase de estruturação e internacionalização dos setores industriais. Nesta fase, o governo optou pela indústria de bens de consumo duráveis, como a indústria automobilística e de eletrodomésticos, além de setores básicos, como siderurgia (COSIPA, USIMINAS) e energia elétrica através da criação de várias empresas (CEMIG-FURNAS), intensificando a criação de novos pólos industriais.
A década de 60 é representada por um período de crise e estagnação da atividade industrial, marcada por uma economia associada e dependente do capital externo, e o Estado com forte poder centralizador e controlador dos setores econômicos básicos, determinando o ritmo de nosso desenvolvimento.
A década de 70 caracteriza-se por uma diversificação da produção industrial e, conseqüentemente, das exportações que até hoje têm nos manufaturados o seu maior peso.
O Brasil, bem como a maior parte dos países industrializados recentemente, apresenta um grande peso da economia estatal. Durante as décadas de industrialização acelerada, ou seja, décadas de 40, 50 e 60 principalmente, o governo federal foi solicitado para criar a infra-estrutura básica necessária e isto inclui as siderúrgicas, estrutura de transportes e comunicações.
O conceito moderno da economia e administração pública tornou este sistema obsoleto e o Estado, que já foi visto como base de apoio para a economia do país, passou a ser visto como um grande peso contrário ao nosso desenvolvimento, apresentando elevados custos para a manutenção de um sistema ineficiente, com inchaço de funcionários, resultante das manobras e interesses políticos. Inicia-se uma discussão política para o processo de privatizações, a procura de uma nova colocação no mundo, gerando uma série de posicionamentos a favor e contra a estruturação de uma nova fase na indústria nacional,com critérios até hoje contestados por movimentos sindicalistas e partidários. O principal impasse, amplamente contestado por movimentos (fundamentalmente sindicalistas), foi o critério das privatizações, pois muitas estatais foram vendidas para outras estatais ou fundo de pensões de funcionários de estatais e a entrada de "moedas podres" nos leilões eleva a preocupação sobre as reais condições das privatizações, sugerindo que nem tudo estava às claras nestas transações. No entanto, algumas das empresas já privatizadas começam a apresentar um desempenho compatível com as regras básicas do capitalismo moderno.
No período de 1990 a 1992 ocorre uma recessão na produção industrial, condicionada a sucessivas mudanças na política econômica do país, mas que, através das indústrias de bens de consumo duráveis, determinou um crescimento industrial em 1993.

As Estruturas Industriais

1. Conceito
Indústria pode ser entendida como o ato de transformar matérias-primas brutas em bens de produção e de consumo, associando o trabalho e o capital, atividade secundária da economia.
2. Tipos de Indústrias
As indústrias podem ser divididas em extrativas e de transformação.
De um modo em geral, as indústrias podem ser divididas em:
A - Indústrias Extrativas
Extraem produtos da natureza sem alterar suas características, podendo ser mineral ou vegetal.
B - Indústrias de Transformação
São as que alteram as matérias-primas obtidas da natureza, transformando em produtos para o consumo humano. As indústrias de transformação são divididas em bens de produção e bens de consumo.
b1) Bens de Produção
Também chamados de bens de capital, bens de equipamento, indústrias pesadas ou indústrias de base, produzem "bens" (matérias-primas e equipamentos) para outras indústrias. São estruturas industriais que exigem grandes investimentos (siderúrgica, metalúrgica, mecânica, naval, etc.).
b2) Bens de Consumo
São indústrias que produzem "bens" voltados diretamente para o consumo da população. Estas indústrias produzem bens de consumo duráveis (eletro-eletrônicos, automobilística, moveleira, etc.) e bens de consumo não-duráveis (têxtil, alimentar, bebidas, remédios, etc.).

(Fonte: Anuário Estatístico, IBGE - 1992)

3. Principais Indústrias

A indústria de transformação é a que mais se destaca, sendo a indústria alimentícia a de maior participação em pessoal ocupado e número de estabelecimentos, e a indústria química de maior valor de produção.
A - Alimentícia e Têxtil
Conhecidas como indústrias tradicionais, estão entre as mais antigas do país. Apesar de estarem distribuídas em todo o território, é na região Sudeste que se verifica a maior concentração.
B - Automobilística
Implantada no Brasil durante o governo de Juscelino Kubitsckek, pelo Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) em 1956, a indústria automobilística foi um marco para a expansão de várias outras indústrias (artefatos de couro e borracha, material elétrico, metalurgia leve, etc.), abastecendo o mercado interno, substituindo os produtos importados.
Vários fatores contribuíram para a implantação das indústrias automobilísticas, podendo-se destacar:
- os incentivos governamentais, atraindo investimentos externos;
- desenvolvimento das indústrias metalúrgicas e siderúrgicas (matéria-prima);
- existência das indústrias de montagem de veículos e as indústrias de auto-peças;
- mercado consumidor em expansão;
- desenvolvimento do setor rodoviário.

A 1ª indústria automobilística - Vemag - foi instalada em 1956, e em 1958, a Volkswagem. A concentração industrial automobilística ocorre em São Paulo (no ABC), devido aos seguintes fatores :
- existência de estruturas de montagem de veículos;
- maior disponibilidade de mão-de-obra e mercado consumidor;
- proximidade da COSIPA;
- proximidade do Porto de Santos;
- existência de energia elétrica.
Atualmente o Brasil está entre os maiores produtores mundiais, com uma produção anual que ultrapassou a cota de1 milhão de veículos, atendendo o mercado interno e aquecendo as exportações.
C - Siderurgia
Com a instalação da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira em 1917 (localizada inicialmente em Sabará - MG e depois em Monlevade - MG), estruturada em função da abundância de minério de ferro existente em Minas Gerais, que outras siderúrgicas foram se instalando na região, e, durante muito tempo, Minas Gerais foi o único centro siderúrgico do país. As principais causas que retardaram a implantação da siderurgia no Brasil foram a escassez de carvão mineral, falta de mão-de-obra e capital, além da própria ausência de mercado consumidor para a sua produção.
A partir de 1942, o processo histórico siderúrgico toma novo impulso com a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de capital estatal, localizada em Volta Redonda (RJ); no caso, já verificando condições estruturais para sua implantação e funcionamento condicionados pelos interesses político-econômico-estratégicos:
- localização intermediária entre as jazidas de carvão (SC) e as áreas produtoras de minério de ferro (MG);
- entroncamento entre a Central do Brasil e a Rede Mineira de Viação;
- proximidade dos maiores centros industriais e consumidores do país;
- disponibilidade de energia elétrica;
- maior disponibilidade de mão-de-obra.
A CSN entrou em produção a partir de 1946, representando o marco da indústria de base do país e abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento industrial, apresentando elevadas taxas de crescimento.
A principal dificuldade do setor é o fornecimento de matérias-primas (carvão mineral), sendo, por isso, elevada a taxa de consumo de carvão vegetal no país.
A região Sudeste responde por 94% da produção siderúrgica nacional, destacando-se a USIMINAS, CSN e COSIPA, como empresas que apresentam as maiores produções.


As Estruturas Industriais

1. Conceito
Indústria pode ser entendida como o ato de transformar matérias-primas brutas em bens de produção e de consumo, associando o trabalho e o capital, atividade secundária da economia.
2. Tipos de Indústrias
As indústrias podem ser divididas em extrativas e de transformação.
De um modo em geral, as indústrias podem ser divididas em:
A - Indústrias Extrativas
Extraem produtos da natureza sem alterar suas características, podendo ser mineral ou vegetal.
B - Indústrias de Transformação
São as que alteram as matérias-primas obtidas da natureza, transformando em produtos para o consumo humano. As indústrias de transformação são divididas em bens de produção e bens de consumo.
b1) Bens de Produção
Também chamados de bens de capital, bens de equipamento, indústrias pesadas ou indústrias de base, produzem "bens" (matérias-primas e equipamentos) para outras indústrias. São estruturas industriais que exigem grandes investimentos (siderúrgica, metalúrgica, mecânica, naval, etc.).
b2) Bens de Consumo
São indústrias que produzem "bens" voltados diretamente para o consumo da população. Estas indústrias produzem bens de consumo duráveis (eletro-eletrônicos, automobilística, moveleira, etc.) e bens de consumo não-duráveis (têxtil, alimentar, bebidas, remédios, etc.).
3. Principais Indústrias
A indústria de transformação é a que mais se destaca, sendo a indústria alimentícia a de maior participação em pessoal ocupado e número de estabelecimentos, e a indústria química de maior valor de produção.
A - Alimentícia e Têxtil
Conhecidas como indústrias tradicionais, estão entre as mais antigas do país. Apesar de estarem distribuídas em todo o território, é na região Sudeste que se verifica a maior concentração.
B - Automobilística
Implantada no Brasil durante o governo de Juscelino Kubitsckek, pelo Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) em 1956, a indústria automobilística foi um marco para a expansão de várias outras indústrias (artefatos de couro e borracha, material elétrico, metalurgia leve, etc.), abastecendo o mercado interno, substituindo os produtos importados.
Vários fatores contribuíram para a implantação das indústrias automobilísticas, podendo-se destacar:
- os incentivos governamentais, atraindo investimentos externos;
- desenvolvimento das indústrias metalúrgicas e siderúrgicas (matéria-prima);
- existência das indústrias de montagem de veículos e as indústrias de auto-peças;
- mercado consumidor em expansão;
- desenvolvimento do setor rodoviário.
A 1ª indústria automobilística - Vemag - foi instalada em 1956, e em 1958, a Volkswagem. A concentração industrial automobilística ocorre em São Paulo (no ABC), devido aos seguintes fatores :
- existência de estruturas de montagem de veículos;
- maior disponibilidade de mão-de-obra e mercado consumidor;
- proximidade da COSIPA;
- proximidade do Porto de Santos;
- existência de energia elétrica.
Atualmente o Brasil está entre os maiores produtores mundiais, com uma produção anual que ultrapassou a cota de1 milhão de veículos, atendendo o mercado interno e aquecendo as exportações.

C - Siderurgia
Com a instalação da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira em 1917 (localizada inicialmente em Sabará - MG e depois em Monlevade - MG), estruturada em função da abundância de minério de ferro existente em Minas Gerais, que outras siderúrgicas foram se instalando na região, e, durante muito tempo, Minas Gerais foi o único centro siderúrgico do país. As principais causas que retardaram a implantação da siderurgia no Brasil foram a escassez de carvão mineral, falta de mão-de-obra e capital, além da própria ausência de mercado consumidor para a sua produção.
A partir de 1942, o processo histórico siderúrgico toma novo impulso com a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de capital estatal, localizada em Volta Redonda (RJ); no caso, já verificando condições estruturais para sua implantação e funcionamento condicionados pelos interesses político-econômico-estratégicos:
- localização intermediária entre as jazidas de carvão (SC) e as áreas produtoras de minério de ferro (MG);
- entroncamento entre a Central do Brasil e a Rede Mineira de Viação;
- proximidade dos maiores centros industriais e consumidores do país;
- disponibilidade de energia elétrica;
- maior disponibilidade de mão-de-obra.
A CSN entrou em produção a partir de 1946, representando o marco da indústria de base do país e abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento industrial, apresentando elevadas taxas de crescimento.
A principal dificuldade do setor é o fornecimento de matérias-primas (carvão mineral), sendo, por isso, elevada a taxa de consumo de carvão vegetal no país.
A região Sudeste responde por 94% da produção siderúrgica nacional, destacando-se a USIMINAS, CSN e COSIPA, como empresas que apresentam as maiores produções.
As Principais Áreas Industriais
1. Distribuição Geográfica
A grande região industrial do país é a região Sudeste, onde se encontram São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A - Região Sudeste
Concentra mais da metade de toda a atividade industrial do país, alcançando cerca de ¾ do valor da produção industrial. Esta concentração no SE é resultante dos processos históricos da estruturação industrial e econômica do país.
São Paulo concentrava cerca de 40% dos estabelecimentos industriais do país, além ocupar aproximadamente 48% do pessoal em indústrias, apresentando cerca de 53% do valor da produção industrial. A grande São Paulo, sobretudo os municípios do ABCD, mais Osasco, Guarulhos e outros, possui a maior concentração industrial do país e da América Latina. Outros centros industriais importantes podem ser destacados no Estado de São Paulo, normalmente situados ao longo dos principais eixos ferroviários e rodoviários.
As indústrias paulistas caracterizam-se pela sua diversificação, destacando-se a metalurgia, química, alimentícia, têxtil, transporte, construção, farmacêutica, etc.
Minas Gerais vem apresentando significativos aumentos a cada ano no valor da produção industrial (3º do país ), além de elevar a área de influência industrial da grande Belo Horizonte. Próximo a Belo Horizonte a diversificação industrial pode ser exemplificada pelo Centro Industrial de Contagem , Betim, Nova Lima, Sabará, Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, entre outros, justificando o crescimento produtivo da região. Esta posição está apoiada na abundância de recursos minerais, sobretudo o minério de ferro, justificando o 1º lugar na produção de aço do país.
Rio de Janeiro representa a segunda maior concentração industrial do país, responsável por aproximadamente 9,3% da produção nacional, destacando o Grande Rio (Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis e Magé), além dos municípios de Volta Redonda, Barra Mansa, Barra do Piraí, Nova Friburgo e Campos.
B - Região Sul
Com a responsabilidade de ser a segunda região industrial do país, apesar da antigüidade da ocupação industrial (imigração européia), a região Sul representa aproximadamente 19% da produção industrial nacional.
Destacam-se as indústrias de bens de consumo não-duráveis (alimentícias e têxteis), além da indústria moveleira (bens de consumo duráveis). Seus principais pólos industriais são:
- Rio Grande do Sul: Grande Porto Alegre, além dos municípios de Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Bagé, Erexim e Cachoeira do Sul;
- Santa Catarina: Blumenau, Joinville, Itajaí, Brusque, Criciúma, Lajes e Florianópolis;
- Paraná: Grande Curitiba, além dos municípios de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Apucarana e Arapongas.
C - Região Nordeste
É a terceira região mais industrializada do país, concentrando as maiores estruturas industriais nos Estados da Bahia e Pernambuco. Seus principais distritos industriais são:
- Bahia: Grande Salvador, destaque para o pólo petroquímico de Camaçari, além dos municípios de Santo Amaro, Feira de Santana, Cachoeira, Itabuna, Ilhéus e Alagoinhas.
- Pernambuco: Grande Recife, Limoeiro, Petrolina, Goiana, Caruaru, Gravatá e Guaranhuns.
D - Regiões Norte e Centro-Oeste
O processo de industrialização, nestas regiões, ocorreu posteriormente às implantações industriais no país. As duas regiões juntas somam uma participação inferior a 5% no valor da produção industrial e de pessoal ocupado na indústria brasileira. Porém, nos últimos anos, tem aumentado o crescimento industrial, com destaque para as atividades extrativa mineral e o setor eletro-eletrônico da região Norte (Belém, Manaus, e Macapá) e extrativa mineral e de bens de consumo na região Centro-Oeste (Goiânia, Anápolis, Campo Grande, Corumbá e Brasília).
2. As Principais Dificuldades
Apesar do desenvolvimento industrial no país, nas últimas décadas, vários são os problemas que dificultam o dinamismo do nosso setor. Empregamos ainda elevada quantidade de lenha como fonte de energia; o capital, escasso, não permite grandes investimentos por parte dos particulares, intensificando a penetração de capital externo; os sistemas ferroviário e hidroviário são deficientes; além de certa ineficiência tecnológica e dependência produtiva de alguns equipamentos, tornando o país dependente de importações; dificuldades financeiras, resultantes da má distribuição de renda no país delimitam nosso mercado consumidor; e, finalmente, a falta de incentivos para que nossas estruturas industriais se equiparem com as indústrias estrangeiras, tornando-se competitivas em preço e qualidade.

Um comentário:

  1. Meu Tio tem uma cota da CSN, adquirida em 1946, como podemos resgatá-la?O que devemos e ou como agir?

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