sábado, 3 de abril de 2010

O Espaço Agropecuário Brasileiro 2

A Agricultura Brasileira

A Integração das Atividades Agrícolas e Industriais
O Brasil, nos últimos quarenta anos, sofreu uma profunda transformação em sua estrutura de produção econômica. As atividades secundárias (indústria) e terciárias (serviços) passaram a representar a base da economia. Entretanto, apesar do grande desenvolvimento urbano-industrial, a agricultura continua a desempenhar importante papel na economia do país.
As atividades relacionadas à agropecuária empregam ainda um número significativo de trabalhadores (cerca de 25% da população ativa).
As atividades agrárias transformaram-se num apêndice da economia urbano-industrial, fornecedoras de insumos (soja, laranja, cana, algodão, etc.) e consumidoras de produtos industriais (adubos, agrotóxicos, máquinas e implementos agrícolas, etc.). Essa integração da agricultura ao setor industrial provocou alterações e modernização da base técnica e capitalização nas atividades agrárias, sobretudo nas praticadas pelas empresas rurais.
As atividades agropecuárias desempenham outra importante função na economia brasileira: a de geradora de divisas. Através da exportação de produtos agrícolas e agroindustriais, o setor primário contribuiu para o Brasil alcançar saldos positivos na balança comercial nos últimos anos.
Além de um grande crescimento nas exportações agrícolas, ocorreu uma grande diversificação de produtos (soja, suco de laranja, fumo, carne, café, cacau, algodão, etc.).
Por outro lado, o setor agropecuário destinado à produção de alimentos para o mercado interno não tem acompanhado o ritmo de crescimento do setor agrário-exportador. O cultivo de alimentos básicos é feito, sobretudo, por camponeses familiares e pequenos produtores que continuam a empregar técnicas rudimentares com baixa produtividade e baixos lucros, provocando falta de capital para a aquisição de tecnologia. Como conseqüência, a produção per capita de alimentos para o mercado interno (arroz, feijão, mandioca) retrocedeu acentuadamente.

A Estrutura Fundiária

A estrutura fundiária é a forma como estão organizadas as propriedades agrárias de um país ou região, isto é, a classificação dos imóveis rurais segundo o número, tamanho e distribuição social.
A estrutura fundiária brasileira representa um dos maiores problemas agrários do país e se caracteriza pela extrema concentração de terras em mãos de um pequeno número de proprietários. Por outro lado, a maior parte dos produtores rurais (pequenos proprietários) possuem uma área de terras agrícolas muito reduzida, insuficiente, na maior parte das vezes, para garantir a sobrevivência de sua própria família.
O gráfico ao lado mostra a desigual distribuição de terras no Brasil, conseqüência do processo histórico-econômico da formação da sociedade brasileira.
Os pequenos estabelecimentos rurais, com menos de 10 habitantes, correspondiam a 52,9% do total, ocupando, porém, uma área extremamente reduzida (2,7% da área).
Por outro lado, as grandes propriedades com mais de 1 000 habitantes que correspondiam a 1,2% dos imóveis rurais brasileiros, ocupavam, em 1985, 43,8% da área das propriedades rurais brasileiras.
Concluindo, podemos afirmar que a estrutura fundiária brasileira se caracteriza pelo elevado padrão de concentração da terra, concentração essa que tem persistido nas últimas décadas.
Nos latifúndios existe um subaproveitamento do fator terra, pois essas propriedades são aproveitadas apenas parcialmente e, muitas vezes, nem chegam a ser exploradas, pois são transformadas em objeto de especulação.
Nos minifúndios ocorre um subaproveitamento do fator trabalho, pois o espaço reduzido é insuficiente para absorver de forma produtiva toda a força de trabalho, gerando, com isso, subemprego rural.
Distribuição das Propriedades
Número de Estabelecimentos
GRUPOS DE ÁREA % de estabelecimentos % de área
(em hectare) 1940 1980 1985 1940 1980 1985
menos de 10 34,3 50,3 52,9 1,5 2,5 2,7
de 10 a 100 51,2 39,1 37,1 16,7 17,7 18,6
de 100 a 1.000 12,8 9,4 8,9 33,5 34,8 35,1
mais de 1.000 1,7 1,2 1,2 48,3 45,0 43,8
Total (100%) 4.924.000 estabelecimentos 5.159.000 estabelecimentos 294.000.000 hectares 369.000.000 hectares

Área Total Apropriada

A Subutilização do Espaço Agrário
Área de Lavouras, Pastagens e Matas e Terras Não Aproveitadas em Relação à Área Total dos Estabelecimentos

Área de Lavouras e de Pastagens em Relação à Área Total do País

Através dos gráficos anteriores, podemos perceber que os pequenos estabelecimentos dominam em relação ao número; entretanto, sua participação na área ocupada pelas propriedades é irrisória.
Os grandes estabelecimentos, ao contrário, existem em número reduzido, mas ocupam a maior parte das terras.
A subutilização do espaço rural fica evidente nos gráficos; a agricultura ocupa uma reduzida área e a maior parte do espaço agrário é ocupado por pastagens, onde quase sempre pratica-se uma pecuária extensiva de baixo rendimento.

Reforma Agrária

A reforma agrária é vista por vários segmentos da sociedade brasileira como uma necessidade, face aos vários problemas socioeconômicos do campo e da cidade.
Entretanto, esse problema encontra-se fortemente interligado ao conjunto econômico, político e social do país e de suas relações com o mercado externo; nenhuma alteração pode ser pensada isoladamente. Torna-se necessária a consideração das variáveis que afetam o conjunto da organização socioeconômica brasileira. Qualquer proposta para o problema agrário deve ser colocada em termos globais, considerando suas repercussões em outros campos.
A reforma agrária visa a aumentar a produtividade do solo e do trabalho nas atividades rurais, garantindo ao homem do campo um padrão de vida decente. Além da distribuição de terras, várias outras medidas devem ser tomadas, como assistência técnica, educação, financiamento do custeio e do equipamento, política de preços mínimos, infra-estrutura de transporte, armazenagem, telefonia e eletrificação rural.

Conflitos pela Posse da Terra

Nas duas últimas décadas, ocorreu uma intensificação nos conflitos pela posse da terra e a violência no campo. Essa violência é bem mais grave nas áreas de fronteiras agrícolas, isto é, áreas que estão sendo incorporadas ao sistema de produção agrícola do país (Amazônia, por exemplo).
Os trabalhadores rurais, expulsos das antigas áreas agrícolas pelo grande capital, instalam-se como posseiros ou pequenos proprietários nas fronteiras agrícolas, áreas onde a terra é abundante, praticando uma agricultura de subsistência.

Posseiros X Grileiros

O maior número de conflitos pela posse da terra envolve os posseiros e grileiros.
Posseiros são trabalhadores rurais que ocupam um pedaço de terra sem possuir o título de propriedade, onde passam a praticar uma agricultura de subsistência utilizando o trabalho da própria família. Os grileiros são, geralmente, grandes empresas ou fazendeiros que se utilizam da força e da violência para se apropriar de terras devolutas ou terras trabalhadas por posseiros. Contratam jagunços (capangas) para "limpar" o terreno, ou seja, expulsar índios e posseiros que por ventura estejam ali fixados. Conseguem a documentação do imóvel (títulos de propriedade), muitas vezes falsificadas, transformando a terra em objeto de especulação imobiliária ou instrumento de negócios.
Os litígios pela posse da terra têm gerado uma verdadeira guerra no campo, palco de acentuada violência, causando a morte de muitas pessoas: índios, posseiros, religiosos, advogados, líderes sindicais, etc. Grande parte dos crimes são praticados por jagunços e assassinos de aluguel, contratados pelos grileiros, fazendeiros e grandes empresas e também por policiais a serviço dos latifundiários.
O gráfico abaixo (mortos em conflitos de terra) ilustra o resultado dessa guerra no campo.

Mortos em Conflitos de Terra

Fonte: Ariovaldo U. de Oliveira, A Geografia das Lutas no Campo, p. 33)

As Relações de Trabalho nas Atividades Rurais
O trabalho assalariado não é a única e nem mesmo a principal forma de relação trabalhista praticada nas atividades agrárias. Outras formas de relações não-capitalistas como a parceria, pequena propriedade familiar, também se fazem presentes no meio rural.
Pequenos Proprietários
Representam um significativo número de pessoas ativas, aproximadamente 7 milhões, que correspondem a cerca de 40% da população ativa do setor primário. Trata-se de minifundiários ou posseiros que trabalham em base familiar, praticam policultura de subsistência e criação de animais domésticos (suínos, aves, bovinos). O excedente da produção é comercializado, possibilitando ao trabalhador a aquisição de remédios, roupas, instrumentos agrícolas, etc.
Parceiros
A parceria é uma relação trabalhista em que o trabalhador recebe (em espécies) uma parte da produção. Não são empregados e não possuem carteira assinada.
A meiação (meeiros) é a forma mais comum; metade da produção fica com o dono do imóvel e a outra metade para o trabalhador. Outras formas existem, como a "terça" (terceiros) em que o trabalhador fica com a terça parte do que é produzido; e a "quarta" ou sorte (quarteiro), muito comum na pecuária do sertão nordestino, em que o trabalhador recebe um bezerro para cada quatro nascidos vivos.
Arrendatários
São os trabalhadores rurais que arrendam ou alugam um imóvel rural, mediante um contrato de locação, pagando ao proprietário em dinheiro conforme o estipulado pelo contrato. A maior parcela desse tipo de trabalhador é representada por pequenos arrendatários que lavram as terras juntamente com suas famílias, possuindo baixos rendimentos e baixo padrão de vida.
Assalariados Permanentes
Trata-se de uma relação de trabalho tipicamente capitalista. Os empregados que trabalham para grandes proprietários ou empresas rurais, são registrados e recebem salários.
Representam minoria no meio rural (10% da mão-de-obra rural).
Assalariados Temporários
São trabalhadores (volantes, posseiros ou pequenos proprietários) que trabalham nas grandes propriedades durante um período do ano, épocas de maior necessidade de mão-de-obra (safra).
Os trabalhadores volantes ou "bóias frias" são aqueles recrutados na periferia das cidades por turmeiros ou empreiteiros que servem de intermediários entre os trabalhadores e os proprietários.
Trabalham na colheita da cana-de-açúcar, algodão, laranja, café, etc. e recebem pagamento diário ou por tarefa.
O peão, trabalhador volante mais recente que o bóia fria, é muito utilizado nas regiões de fronteiras agrícolas, sobretudo em projetos agropecuários da Amazônia. É "contratado" por um intermediário (gato) para trabalhar em regiões distantes, com promessas de salários, alojamento e alimentação.
Quando recebe o pagamento, aparecem os "descontos": custos de transporte, alimentação, hospedagem, etc., quase nada restando do seu salário, chegando, às vezes, a ficar devendo. Muitas vezes jagunços e pistoleiros são contratados para evitar a fuga de trabalhadores, reproduzindo uma situação de escravidão (peonagem).
A Organização do Espaço Agrário por Regiões
Regiões Norte e Centro-Oeste
No Brasil, apesar da geografia favorável à prática da agropecuária, cultivamos apenas 14% de nossa área, e os campos aproveitados pela pecuária não atingem 38% do espaço agrícola. Como já foi abordado anteriormente, existe um grande subaproveitamento do espaço agrário brasileiro.
Na produção agrícola brasileira, registram-se desiguais tipos de cultivo ou sistemas agrícolas, com níveis de organização bastante diferenciados. Nas áreas mais desenvolvidas, pratica-se uma agricultura moderna, com significativo índice de mecanização e elevada produtividade da terra e do trabalho. Entretanto, em muitas regiões agrícolas do país, ainda persistem práticas agrícolas arcaicas com técnicas tradicionais e baixo rendimento.

A Organização do Espaço Agrícola

Agropecuária no Norte
A agricultura de subsistência é praticada em toda a região Norte do país, através do sistema itinerante (ou roça). Apresenta técnicas tradicionais (queimada, rotação de terras) e baixo rendimento, sendo praticada pelo caboclo, posseiro, índio, etc."
A agricultura comercial concentra-se no vale do rio Amazonas (baixo e médio cursos), onde se cultiva a juta, importante fibra têxtil, plantada nas várzeas. Outra área da agricultura comercial é a Zona de Bragantina nas proximidades de Belém. Além da policultura e fruticultura que abastecem essa metrópole, cultiva-se nessa área a pimenta-do-reino que, juntamente com a juta, foi introduzida pelo imigrante japonês.
Na década de 70, a construção de rodovias e a presença de terras férteis em algumas áreas da Amazônia atraíram um grande número de migrantes: mineiros, paulistas, gaúchos e paranaenses. Em Rondônia, 17% da área do estado é constituída por solos férteis que favorecem a agricultura do café, cacau e outros produtos. Em Tocantins, o processo de calagem permitiu a correção do solo (muito ácido), possibilitando a expansão da lavoura da soja.
O ecossistema amazônico é impróprio para a prática da agropecuária, pois torna-se necessária a devastação de grandes trechos de matas, provocando prejuízos para o meio ambiente.
Entretanto, a pecuária extensiva tem apresentado grande incremento nos últimos anos, sobretudo ao longo das rodovias Belém-Brasília e Brasília-Acre.
Apresenta um baixo rendimento e baixa produtividade de carne.
Nas tradicionais áreas de criação da região, não houve grandes agressões ao meio ambiente, como nos campos de Roraima (bovinos) e na Ilha de Marajó, onde é criado o gado bufalino (búfalos).

Agropecuária no Centro-Oeste

A região Centro-Oeste tem apresentado um grande crescimento na sua produção agropecuária. Vários fatores explicam esse desenvolvimento: melhoria dos meios de transportes (rodovias), proximidade do maior mercado consumidor do país (Sudeste), crescimento populacional, adaptação da soja e outras culturas ao solo do Cerrado, etc.
As principais áreas agrícolas do Centro-Oeste são:
- Vale do Paranaíba: no sul de Goiás, tradicional área do cultivo do arroz, onde se planta também soja, algodão, café, milho, etc.
- Mato Grosso de Goiás: área localizada no sudeste de Goiás.
- Sul do Mato Grosso do Sul
A introdução de técnicas modernas de recuperação dos solos, condições de armazenagem, incentivos fiscais, etc. possibilitaram a expansão da fronteira agrícola em direção ao norte do Centro-Oeste. No eixo de rodovias, grandes projetos agropecuários foram implantados. A soja foi o principal produto que permitiu a valorização do Cerrado. Além desse produto, cultiva-se nessa região arroz, algodão, milho, café, etc.
A construção da Estrada de Ferro Leste-Oeste, que ligará Cuiabá ao Triângulo Mineiro (Uberada e Uberlândia) e a São Paulo (Santa Fé do Sul), permitirá um escoamento mais rápido, produção de soja e outros produtos a custos mais baixos.
Desse empreendimento participam governo (BNDES) e empresários (Grupo Itamarati de Olacir de Moraes).
A pecuária extensiva de bovinos teve um grande crescimento na região nas últimas décadas. Mato Grosso do Sul é o Estado de maior rebanho de bovinos do país.
Nos últimos anos, um grande número de frigoríficos estão se transferindo de São Paulo (tradicional área de engorda de gado criado no Centro-Oeste) para a região.
O Pantanal mato-grossense é uma tradicional área de criação de gado do Centro-Oeste, favorecida pela presença de pastagens naturais, sal, ligação rodoferroviária com São Paulo e baixos preços das terras.

Regiões Nordeste e Sul

Agropecuária no Nordeste

A região Nordeste do Brasil apresenta diferentes organizações do espaço agrário de uma área para outra, originando sub-regiões geográficas. No mapa anterior, temos:
1 = Zona da Mata
2 = Agreste
3 = Sertão ou polígono das Secas
4 = Nordeste ocidental

Zona da Mata
Na Zona da Mata, o espaço agrário foi organizado no período colonial, através do sistema de plantation, isto é, grandes plantações trabalhadas por escravos. O destaque sempre foi a cana-de-açúcar, cuja produção era exportada para a metrópole.
Na atualidade, a monocultura canavieira apresenta-se como uma agroindústria, destinada à produção do açúcar e do álcool em modernas usinas. O latifúndio e a monocultura comercial são heranças históricas que persistem até os dias de hoje, e constituem a principal causa dos problemas socioeconômicos dessa área.
Além da cana-de-açúcar, ocorre a produção do fumo em Alagoas e no Recôncavo baiano; e do Cacau, no sul da Bahia (Ilhéus, Itabuna, Jequié, Camacã, etc.).

Agreste
O Agreste, paisagem de transição entre a Zona da Mata úmida e o Sertão semi-árido, apresenta um espaço agrário caracterizado pelo predomínio dos minifúndios (pequenas propriedades), favorecendo o desenvolvimento de uma policultura comercial. Além dos tradicionais produtos de subsistência (arroz, feijão, milho, mandioca, etc.), vários produtos agrícolas comerciais são também cultivados no Agreste, como algodão, sisal e mamona.
Trata-se, ainda, da mais importante bacia leiteira do Nordeste.

Sertão
O Sertão, maior sub-região do Nordeste, apresenta uma geografia que dificulta a prática da agricultura. Os efeitos das prolongadas estiagens (seca) afetam constantemente os agricultores dessa área, provocando sua migração para outras áreas.
A base da economia é a pecuária extensiva, com a criação de vários tipos de gado em meio à caatinga. Bovinos, caprinos, asininos, suínos e ovinos são criados em todos os estados nordestinos.
A Bahia possui o maior rebanho de caprinos e asininos do país.
Essa pecuária é, geralmente, de má qualidade e o rebanho de baixo nível zootécnico. Destina-se essencialmente à produção de carne e couro (gado de corte), que são de qualidade inferior.

Meio-Norte
No Meio-Norte (Maranhão e parte do Piauí), além do extrativismo vegetal do babaçu, destinado à produção de óleos, pratica-se a agricultura comercial. O algodão é um tradicional produto dessa área.
Nos vales fluviais (rios Mearim, Pindaré, Itapecuru, etc.), destaca-se a rizicultura (arroz) que faz do Maranhão um dos maiores produtores do Brasil.
A pecuária extensiva é praticada em toda a área, sobretudo nas mais secas.

Agropecuária do Sul
Organização da Agropecuária do Sul
A região Sul apresenta condições geográficas altamente favoráveis ao desenvolvimento da agropecuária: clima subtropical, solos de grande fertilidade natural, relevo de planuras favorecendo a mecanização, etc. Como pudemos observar nos gráficos anteriores, destaca-se na produção de arroz, soja, fumo, trigo, batata, milho, uva, etc.
Nas áreas de imigração européia (região serrana do Rio Grande do Sul, vale do Itajaí em Santa Catarina e vales fluviais), o espaço agrário é caracterizado pelo predomínio de pequenas propriedades, onde se pratica a policultura com trabalho familiar.

Principais Culturas

Cultivam-se milho, feijão, arroz, mandioca, batata, frutas (uva, maçã, pêra) e fumo.
A monocultura comercial em grandes propriedades é no Rio Grande do Sul, com o cultivo de soja, trigo, arroz. No norte do Paraná, o café representou, durante décadas, a base da agricultura.
Atualmente, além do café, essa área se destaca na produção de cana-de-açúcar, algodão, soja, laranja, milho, etc.

Efetivo dos Rebanhos - 1986

A pecuária encontrou, no Sul, condições geográficas altamente favoráveis. A presença de grandes pastagens naturais (pampas) e de um clima subtropical favoreceram a criação de gado de raças européias que apresenta maior produtividade de carne e couro (bovinos, suínos, etc.) e lã (ovinos).
Na Campanha Gaúcha (área dos pampas), desenvolve-se uma pecuária extensiva de bovinos e ovinos. Embora o rebanho de bovinos não seja o mais numeroso do país (19%), é o de melhor qualidade, e tanto a carne como o couro têm grande aceitação no mercado.
O rebanho de ovinos é o mais numeroso do país (60%).
A pecuária intensiva é também bastante importante. Além de bovinos destinados à produção de leite (2ª produção do país por regiões), criam-se suínos, aves (frango, peru, etc.). No oeste de Santa Catarina, noroeste do Rio Grande do Sul e Paraná, existem importantes frigoríficos que industrializam a matéria-prima regional (Sadia, Concórdia, Chapecó, Perdigão, etc.).
Os frigoríficos da Campanha Gaúcha, quase sempre multinacionais, transformam a carne bovina.

Região Sudeste
A região Sudeste apresenta uma grande integração entre agropecuária e indústria. Vários produtos se destacam: cana-de-açúcar, laranja, café, milho, arroz, soja, banana. A pecuária é importante no Triângulo Mineiro e Oeste paulista (gado de corte.) Em várias áreas (sul de Minas, vale do Paraíba, etc.) pratica-se a pecuária intensiva (leite).

A Produção Agropecuária do Sudeste
A agropecuária na região Sudeste destaca-se no conjunto da economia brasileira não somente pelo grande volume de produção, mas também pela extrema diversificação e alto nível de integração com as atividades urbanas (indústria e serviços).
Destacam-se como principais produtos agrícolas do Sudeste:
Cana-de-açúcar
Cuja produção se concentra no nordeste do estado de São Paulo (região de Ribeirão Preto), Baixada Fluminense e região de Campos no Rio de Janeiro, e Zona da Mata mineira. Essa produção de cana é responsável pela maior parte do açúcar e do álcool combustível produzidos no país.
Apresenta elevado grau de mecanização, embora na colheita (corte da cana) utiliza-se numerosa mão-de-obra assalariada temporária, oriunda de outras regiões (bóia fria).

A Laranja e Outros Cítricos
A produção de laranjas no Brasil sofreu um grande crescimento nas últimas décadas, devido à grande valorização do produto (suco) no mercado internacional. A quebra da safra nos EUA (geadas) foi a principal causa dessa valorização. Entretanto, na atualidade, com a normalização da produção americana, o preço da laranja tem despencado, o que está provocando uma redução na produção; o preço atual da caixa do produto não paga os custos de produção.
O principal produtor de laranja do Brasil é o estado de São Paulo. O cultivo de cítricos é feito em várias áreas, principalmente nas regiões de Ribeirão Preto, (Araraquara, Bebedouro), Campinas (Limeira, Moji Mirim) e São José do Rio Preto.

Café
O café foi, durante décadas do século atual, o principal produto de exportação do país. Entretanto, a participação desse produto na receita cambial que era de 68% em 1929, corresponde, nos dias atuais, a apenas 4%.
A Pecuária Extensiva Tradicional
- grandes espaços
- pastagens naturais
- ausência de seleção de raças
- baixo número de cabeças por área de criação
- carne e couro de qualidade inferior
- baixo nível zootécnico do rebanho
- baixa produtividade
Áreas Principais
- Sertão nordestino (bovinos, caprinos e asininos)
- Campos de Roraima
- Ilha de Marajó - búfalos
- Sul da Amazônia
- Centro-Oeste - Cerrado e Pantanal
- Norte de MG e Oeste da BA
Pecuária Extensiva Melhorada e Semi-extensiva
- maior número de cabeças por área de criação
- pastagens artificiais com "tratos" complementares.
- seleção de raças
- carne e couro de grande valor econômico
- alta produtividade
- confinamento na época do abate (atividade intensiva)

Áreas Principais
- Triângulo Mineiro, Oeste Paulista, Mato Grosso do Sul - Gado de origem indiana. (Nelore, Zebu, Gir, Guzerá)
- Campanha Gaúcha
Ovinos - maior rebanho do Brasil.
Bovinos - raças européias
Pecuária Intensiva
Bovinos - gado leiteiro
As principais áreas da criação intensiva localizam-se no Sudeste e no Sul do país.
Aves
A avicultura representa importante atividade da pecuária brasileira. Na criação para o corte, destacam-se a produção de frangos e perus de Santa Catarina (oeste) RS e PR. O Estado de São Paulo responde pela maior produção de ovos.

Suínos
A maior produção de carne de porco (criação intensiva) ocorre no Sul do país e, juntamente com a avicultura, é praticada por pequenos proprietários do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

13 comentários:

  1. Aii q legall... ^^
    thony BALNEARIO COMBORIU
    E.E.E.BPROFº MARIA DA GLORIA PEREIRA

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  2. VALEU SUAS ANOTACOES ME AJUDARAMA COMPREENDER O ASSUANTO


    ABÇS

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  3. VLW, ME AJUDOU A ENTENDER O ASSUNTO *-*
    ESCOLA EDUCACIONAL TÉCNICA SATC

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  4. finalmente um bom blog sobre Geografia, parabéns! ps.: geografia é mt chato kkkk

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  5. tem que ter tempo para lér tudo, mas esta very good

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  6. gostaria de saber onde foram postados os graficos sobre a distribuição das terras utilizadas e das terras usadas para expeculação. Impressionante o conteudo, muito bom. Mas necessito dos graficos. agradecimentos,
    Andrei.

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  7. esse blog mefez entender tudo sobre esse assunto parabens um abraco

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  8. foi muito ultil para o meu trabalho espero que eu tire um otima nota vces concoedam?

    o espaço agrario e muito complicado p/ mim

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  9. Espaço agrario e complicado no Brasil

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