sábado, 3 de abril de 2010

O Extrativismo no Brasil

OS CIRQUITOS DE PRODUÇÃO 3

Extrativismo Vegetal

O Extrativismo vegetal representa, ainda hoje , importante fonte de renda de várias populações do interior do país. Quase sempre corresponde a uma atividade econômica complementar de outras atividades. Em muitas áreas o extrativismo "moderno" tem provocado problemas ambientais, como a produção madeireira na Amazônia ou a produção do palmito (Açaí, babaçu), atividades que estão causando grandes problemas ecológicos.
Principais Produtos Extrativos Vegetais
Amazônia

Nordeste

Centro-Sul

Os Recursos Minerais

Introdução
A atividade mineradora constitui um setor básico para a atividade econômica, fornecendo matérias-primas fundamentais aos vários setores industriais.
Embora o Brasil esteja colocado entre os dez principais produtores de minerais do mundo, a produção mineral contribui com apenas 3% do PIB nacional. Entretanto, as indústrias de transformação que trabalham com matérias-primas minerais respondem por cerca de 25% do PIB.
Devido ao elevado custo da produção mineral (pesquisa, equipamentos, tecnologia, infra-estrutura energética e de transportes, etc.), esse setor exige vultosos investimentos. Grandes empresas, controladas pelo capital estrangeiro (38,1%), capital nacional privado (35%) e estatais (26,9%), controlam a produção e a comercialização dos insumos minerais brasileiros. As cem maiores empresas respondiam, em 1984, por cerca de 73% da produção mineral. Esse setor da economia apresenta, portanto, elevado grau de monopolização.

Os Principais Recursos Minerais
O Minério de Ferro
Existem vários tipos de minério de ferro: hematita, magnetita, limonita, siderita e pirita. A magnetita é o minério de mais elevado teor ferrífero (72%), seguido pela hematita.
O Quadrilátero Ferrífero - Minas Gerais
Região central de Minas Gerais, abrange uma vasta área de aproximadamente 7 000 Km2 , formada pelas cidades de Belo Horizonte, Santa Bárbara, Mariana e Congonhas.
Existem nessa área significativas reservas de hematita, limonita, itabirito e outros minérios. Além do abastecimento do mercado interno, parte da produção destina-se à exportação (cerca de 70%).
A exploração é feita por várias empresas, com destaque para a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce), empresa estatal de economia mista, considerada a maior empresa exportadora de ferro do mundo.
A produção regional é escoada através de dois sistemas porto-ferroviários: a estrada de ferro Vitória-Minas, que liga o quadrilátero ferrífero (Vale do Rio Doce) aos portos de Tubarão e Vitória, localizados no Espírito Santo. Trata-se de um importante Corredor de Exportação, cujo principal produto é o ferro. O outro sistema de transporte corresponde à Estrada de Ferro Central do Brasil, que transporta a produção mineral do vale do Paraopeba ao terminal de Sepetiba no estado do Rio de Janeiro.

A Serra dos Carajás no Pará
Localizada entre os vales dos rios Tocantins e Xingu (sudeste do Pará), a serra dos Carajás corresponde a uma das mais importantes províncias minerais do mundo. Além do minério de ferro, registram-se grandes jazidas de alumínio, cobre, ouro, etc.
Visando à exploração de minério de ferro dessa área, foi constituída em 1970 uma empresa formada pela U.S. Steel e a CVRD. Essa sociedade foi desfeita em 1977. A partir de então a CVRD passou a responsabilizar-se por todos os investimentos do projeto do ferro Grande Carajás, que foi, a base de um grande programa: o PGC (Programa Grande Carajás), que abrange vários Estados (Maranhão, leste do Pará e norte do Tocantins), ocupando uma área de mais de 90 milhões de hectares. Além da exploração mineral, existem vários outros projetos agrícolas, pecuários, madeireiros, extrativos, etc.
Para viabilizá-lo foi necessária a formação de toda uma infra-estrutura regional com a construção de várias obras, como por exemplo:
- construção pela CVRD de uma estrada de ferro (Estrada de Ferro Carajás) com 890 km de extensão, ligando a serra ao mar;
- construção pela Portobrás do porto da Ponta da Madeira - Itaqui, em São Luís, no Maranhão;
- construção pela Eletronorte da usina hidrelétrica de Tucuruí no Rio Tocantins, visando ao fornecimento de energia para o Projeto dos Pólos de Alumínio.
Além dessas obras, foram implantados núcleos habitacionais para os trabalhadores, rodovias, cidades, aeroportos, etc.

Alumínio: Bauxita
O Brasil possui uma das maiores reservas de bauxita do mundo (3º lugar na produção e jazidas), participando 11,5% da produção mundial.
O principal Estado produtor desse minério no Brasil é o Pará, com destaque para a produção do vale do rio Trombetas, município de Oriximina, que responde por mais de 70% da produção nacional.
A exploração é feita pela MRN (Mineração Rio do Norte), empresa que tem a participação da CVRD, Alcan, Billiton-Shell e a CBA (Votorantim).
Além do vale do Trombetas, existem importantes jazidas de bauxita na serra dos Carajás e no município de Paragominas.
Em Barcarena, proximidades de Belém, localizam- se a ALUNORTE (Alumínio do Norte do Brasil S.A.), que tem a participação da CVRD, e a Nippon Amazon Aluminium co. e produz alumina, e a ALBRAS (Alumínio Brasileiro S.A.), com a participação da CVRD e da NALCO (japonesa) que produz alumínio.
Destaca-se também na produção de bauxita o estado de Minas Gerais, nos municípios de Ouro Preto e Poços de Caldas.

Manganês: Pirolusita
Embora as principais reservas de manganês do Brasil estejam localizadas no Mato Grosso do Sul (MACIÇO DO URUCUM) e no Pará (serra dos Carajás-Azul), a maior produção desse minério é realizada na serra do Navio, no Estado do Amapá.
A exploração do manganês no Amapá é feita pela ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios S.A.), empresa controlada pela Bethlehem Steel e a Caemi (Grupo Antunes).
O minério é transportado através da Estrada de Ferro do Amapá até o porto de Santana (AP), de onde segue para os Estados Unidos.
Apesar da grande exportação de manganês, o abastecimento do mercado interno é deficiente; a produção de Minas Gerais é responsável pelo fornecimento desse minério às usinas siderúrgicas brasileiras.

Estanho: Cassiterita
O estanho é um recurso mineral de boa resistência à corrosão, sendo utilizado em várias ligas, soldas e folha-de-flandres.
O Brasil coloca-se em segundo lugar no cenário mundial em reservas de cassiterita e quarto maior produtor, respondendo por 8,3% da produção internacional. A principal área de produção é Rondônia, com destaque do município de Ariquemes (Garimpo do Bom Futuro).

Cobre: Calcopirita ou Cuprita
Além de ser utilizado na produção de ligas, o cobre é um produto mineral fundamental na produção de condutores elétricos. A Bahia responde pela maior parte da produção nacional (município de Caraíbas), seguida do Rio Grande do Sul (Camaquã e Caçapava do Sul).

Sal Marinho
Destinado essencialmente ao mercado interno, o sal marinho, além de alimento, é matéria-prima fundamental para a indústria química e de fertilizantes. A maior produção nacional pertence ao Rio Grande do Norte, sendo que a região salineira desse estado engloba vários municípios como Macau, Areia Branca, Açu e principalmente Mossoró. Essa área apresenta condições geográficas extremamente favoráveis: elevada salinidade das águas; clima quente e seco, ventos constantes e regulares, costa baixa, alta amplitude de maré, etc.
Em segundo lugar na produção salineira do Brasil, destaca-se o estado do Rio de Janeiro (Cabo Frio e Araruama) e em terceiro lugar, o Ceará (Aracati).

Nióbio
Mineral resistente a altas temperaturas é utilizado na produção de ligas especiais. O Brasil possui as maiores reservas mundiais (77,8%), e a produção (88,8%) concentra-se em Minas Gerais (Araxá).

Conclusão
A mineração, além de fornecer matérias-primas para a atividade industrial, destaca-se como importante fonte de divisas, através das exportações. Devido aos vultosos investimentos necessários (pesquisas geológicas, obras de infra-estrutura, etc.), exige um grande volume de capitais, o que explica a participação de grandes empresas nesse setor. Em grande parte dos projetos minerais, ocorreu uma associação entre empresas transnacionais (capital estrangeiro), empresas privadas nacionais (capital nacional privado) e o governo brasileiro (empresas estatais), formando a chamada "tríplice aliança do setor mineral".

A Exploração Mineral e o Impacto Ambiental
"Tanto nos projetos de mineração quanto nos agropecuários, é importante destacar a questão do impacto ambiental por eles provocado. A legislação e o seu controle são de eficácia pelo menos duvidosa, e já se amontoam denúncias da devastação desenfreada que vem ocorrendo na região (Amazônia) através do desmatamento; de poluição de rios com os rejeitos do beneficiamento dos minérios; do problema da destinação da "lama vermelha" resultante da extração da alumina; e mesmo a emanação de gases tóxicos das câmaras de células eletrolíticas da Alumar e Alunorte." (in Geografia - Ciência do Espaço, Diamantino Pereira e outros. págs. 63-64)

6 comentários:

  1. Parabéns pelo material. Está objetivo e claro. Obrigado

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  2. Não tem bem o que eu procurava!Podia ser mais completo! E um pouco mais curto pois é muito grande e incompleto! eu precisava de uma explicação melhor!:P

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  3. ESTOU ADORANDO , AQUI TEM TUDO DO QUE PRECISO.

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  4. a chei muito grande nao e meu fa

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  5. te amo larissa q ficar com migo

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  6. muuuuuito grande e naão tem td que precisa !

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